Uma das coisas em que temos de ter sempre o olho, em Madrid, são as carteiras.
É verdade que me sinto mais segura em Madrid do que alguma vez me senti em Lisboa. Andar sozinha na rua às 4h da manhã é uma coisa normalíssima, que qualquer pessoa faz.
Na minha curta estadia aqui, não conheci ninguém que tivesse sido abordado por um assaltante, ameaçado, ou algo do género. No entanto, os roubos existem, e acabam por ser muito frequentes. Digamos, vá, que os assaltantes em Madrid são mais simpáticos, porque não nos assustam. Fazem o trabalhinho e tal, mas sem assustar ninguém... pelos menos imediatamente! Claro que quando damos por falta a carteira é o pânico: os documentos, o cartão de crédito, o dinheiro, a carteira que era tão gira... Depois, começamos a rebobinar... mas perdi-a? onde a deixei? ainda agora aqui estava! Carteiristas!
Mas ainda é pior quando nos apercebemos que o carteirista é o Mickey! Estava uma amiga minha a passear no retiro quando vê o Mickey a passear-se por lá. Claro que a tendência é logo ir ter com tão querida personagem... Querida personagem que pede 50 cêntimos para tirar a foto. Seja! Entre a confusão, acaba por abrir a mala, mas não tira a carteira, abraça-se ao Mickey, tira a foto, paga ao Mickey e eis que... não, não paga porque a carteira desapareceu!
Onde é que a deixei? Terá sido no Mac? Claro que ninguém podia por a hipótese sequer que pudesse ter sido o Mickey... Os seguranças do retiro ajudam, procuram, e lá se ouve que sim, que tinham encontrado a carteira, revirada e sem dinheiro, e que tinham entregue à polícia.
Óptimo, está segura. Cancelar os cartões, e ir à polícia buscar. Pelos menos os documentos estarão lá. Mas não estavam. Nem documentos, nem carteira. A dita andou perdida entre carros patrulha de uns e outros durante vários dias, até que finalmente apareceu. Cor-de-rosa, como sempre foi. Mas ia jurar que se viam muito bem as impressões digitais dos quatro dedos do Mickey...
sábado, 31 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Casacos de Peles
Em Portugal, corrijam-me se estiver errada, não é qualquer mulher que tem um casaco de peles, e isso pode dever-se a uma série de factores, como:
1. Portugal não ser um país de habituais temperaturas que justifiquem uma peça de roupa tão quente;
2. Não haver muitas ocasiões em que se justifique vestir tal coisa;
3. A mais óbvia: não há dinheiro!
Por isso, arrisco-me a dizer que quem tem casacos de pele em Portugal são as senhoras. As senhoras que têm dinheiro, que frequentam eventos em que se justifica usar os tais casacos, e, claro que fazem muitas viagens para sítios frios e elegantes, em que um casco de peles é indispensável.
Há ainda aquelas "senhoras" que compram estes casacos para dizer que os têm e que nunca os chegam a estrear, ou pior, usam-nos em circunstâncias desapropriadas,fazendo figuras ridículas.
Em Madrid... Em Madrid é completamente diferente!
Qualquer mulher tem um casaco de peles! Seja alta, baixa, gorda, magra, velha, nova, pobre ou rica. Quem percorre as ruas de Madrid nesta altura do ano assiste a um verdadeiro desfile de Casacos de Peles. Mais compridos, mais curtos, mais aceitáveis ou menos, mais modernos ou mais tradicionais, dando a ideia que qualquer mulher ou jovem mulher em Madrid tem de ter, pelo menos, um.
Mais uma característica das mulheres espanholas, que reforça o quanto preocupadas são com a aparência, o quanto se arranjam, mesmo que seja só para ir ao supermercado.
Os casacos são tão comuns no dia-a-dia que, quanto a mim, perdem todo o glamour...
E nisto, surge-me uma dúvida... se casacos de peles são peças para se usarem todos os dias, o que se usa em alturas realmente especiais? Mantos de ouro?
1. Portugal não ser um país de habituais temperaturas que justifiquem uma peça de roupa tão quente;
2. Não haver muitas ocasiões em que se justifique vestir tal coisa;
3. A mais óbvia: não há dinheiro!
Por isso, arrisco-me a dizer que quem tem casacos de pele em Portugal são as senhoras. As senhoras que têm dinheiro, que frequentam eventos em que se justifica usar os tais casacos, e, claro que fazem muitas viagens para sítios frios e elegantes, em que um casco de peles é indispensável.
Há ainda aquelas "senhoras" que compram estes casacos para dizer que os têm e que nunca os chegam a estrear, ou pior, usam-nos em circunstâncias desapropriadas,fazendo figuras ridículas.
Em Madrid... Em Madrid é completamente diferente!
Qualquer mulher tem um casaco de peles! Seja alta, baixa, gorda, magra, velha, nova, pobre ou rica. Quem percorre as ruas de Madrid nesta altura do ano assiste a um verdadeiro desfile de Casacos de Peles. Mais compridos, mais curtos, mais aceitáveis ou menos, mais modernos ou mais tradicionais, dando a ideia que qualquer mulher ou jovem mulher em Madrid tem de ter, pelo menos, um.
Mais uma característica das mulheres espanholas, que reforça o quanto preocupadas são com a aparência, o quanto se arranjam, mesmo que seja só para ir ao supermercado.
Os casacos são tão comuns no dia-a-dia que, quanto a mim, perdem todo o glamour...
E nisto, surge-me uma dúvida... se casacos de peles são peças para se usarem todos os dias, o que se usa em alturas realmente especiais? Mantos de ouro?
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
De regresso a Madrid...
Voltei... e como de todas as vezes, senti um aperto no peito.
Deixar mais uma vez tudo para trás, e voltar para Madrid. Sobretudo nesta altura, de trabalhos, e testes e frequências, e despedidas, e tudo. Sobretudo depois dos dias que passámos em Paris, que, apesar do frio, não podiam ter sido melhores. Obrigada por estares comigo, e pelos momentos que passamos juntos.
Mas agora... Madrid!
Para começar, café no Starbucks com o grupo do costume, tirando a Rita, que faz cá muita falta. Saldos de ver e não de comprar. E depois de risos e conversa, começar a trabalhar... custa tanto!A ver como corre este último mês...
Deixar mais uma vez tudo para trás, e voltar para Madrid. Sobretudo nesta altura, de trabalhos, e testes e frequências, e despedidas, e tudo. Sobretudo depois dos dias que passámos em Paris, que, apesar do frio, não podiam ter sido melhores. Obrigada por estares comigo, e pelos momentos que passamos juntos.
Mas agora... Madrid!
Para começar, café no Starbucks com o grupo do costume, tirando a Rita, que faz cá muita falta. Saldos de ver e não de comprar. E depois de risos e conversa, começar a trabalhar... custa tanto!A ver como corre este último mês...
Natal e muitas coisas mais
Com Madrid iluminada foi chegando o Natal, e com ele muitas prendas!
Ainda em Dezembro, a visita da Teresa, Ana e Nádia. Muitos passeios,compras, saídas. A desculpa ideal para voltar a passear, voltar a descobrir Madrid com outros olhos.
No mesmo fim-de-semana, Parque Warner e Parque de Atracções de Madrid, com o André, Selma e Hélder. Não fosse a chuva e tinha sido perfeito!
Depois, os problemas: entrega de trabalhos, testes, frio, muito frio!
Mas afinal de contas estes primeiros meses em Madrid passaram a correr. Agora é tempo de aproveitar as férias em Portugal.
Ainda em Dezembro, a visita da Teresa, Ana e Nádia. Muitos passeios,compras, saídas. A desculpa ideal para voltar a passear, voltar a descobrir Madrid com outros olhos.
No mesmo fim-de-semana, Parque Warner e Parque de Atracções de Madrid, com o André, Selma e Hélder. Não fosse a chuva e tinha sido perfeito!
Depois, os problemas: entrega de trabalhos, testes, frio, muito frio!
Mas afinal de contas estes primeiros meses em Madrid passaram a correr. Agora é tempo de aproveitar as férias em Portugal.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Luzes em Madrid
No sábado saí à rua, para ver as luzes. Realmente, Madrid fica linda com luzes de natal e frio a queimar-nos o nariz. Com pessoas, muitas pessoas nas lojas, e nas ruas. Tantas que custa andar,custa respirar, até.
Comprei um café na starbucks e fui andando... Como se estivesse um belo dia para passear. E estava. Mas com frio. Comprei um gorro e tapei as orelhas, bebi o café que me queimou a língua, e aqueceu o corpo todo, até o coração. Olhei para as pessoas e gostei de as ver. Ouvi falar português e sorri...
Afinal não estou assim tão sozinha.
Afinal Madrid é linda. Com frio e com luzes, e com pessoas.
Anoitece e ainda mais bonito fica. Só falta nevar. As pessoas são simpáticas na rua, e olho para Madrid como nunca tinha olhado, com olhos de quem gosta.
Comprei um café na starbucks e fui andando... Como se estivesse um belo dia para passear. E estava. Mas com frio. Comprei um gorro e tapei as orelhas, bebi o café que me queimou a língua, e aqueceu o corpo todo, até o coração. Olhei para as pessoas e gostei de as ver. Ouvi falar português e sorri...
Afinal não estou assim tão sozinha.
Afinal Madrid é linda. Com frio e com luzes, e com pessoas.
Anoitece e ainda mais bonito fica. Só falta nevar. As pessoas são simpáticas na rua, e olho para Madrid como nunca tinha olhado, com olhos de quem gosta.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Quién viene a Madrid, eres de Madrid
Visitas. Finalmente tive visitas...
A Eliana chegou e trouxe a energia, e o sorriso com caracóis habitual. Passeámos, comprámos, rimos, dormimos, vimos, bebemos, dançámos.
E, claro, quem vem a Madrid, é de Madrid (ou não)e a Eli entrou mesmo no espírito: passeios pela Gran Via, cafés na Starbucks, tapas na Chueca, e compras na Fuencarral. Sestas antes de sair, sapatos altos e Joy.
Não fosses tu o furacão que és, e não tinhas dominado a noite madrilena. La movida...
E, depois, o André. Que acorda com voz de quem está perto, e estava! A porta abriu-se e fiquei feliz.
Fim-de-semana bom. Com chocolatinhos, risadas e mimos. O que há bom em estar longe são os reencontros.
A Eliana chegou e trouxe a energia, e o sorriso com caracóis habitual. Passeámos, comprámos, rimos, dormimos, vimos, bebemos, dançámos.
E, claro, quem vem a Madrid, é de Madrid (ou não)e a Eli entrou mesmo no espírito: passeios pela Gran Via, cafés na Starbucks, tapas na Chueca, e compras na Fuencarral. Sestas antes de sair, sapatos altos e Joy.
Não fosses tu o furacão que és, e não tinhas dominado a noite madrilena. La movida...
E, depois, o André. Que acorda com voz de quem está perto, e estava! A porta abriu-se e fiquei feliz.
Fim-de-semana bom. Com chocolatinhos, risadas e mimos. O que há bom em estar longe são os reencontros.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A fantástica aptidão dos espanhóis para as línguas
Como é de conhecimento comum, os espanhóis são por natureza um povo que têm grande interesse e aptidão para o inglês, ou não. O que tenho vindo a descobrir é que para além do inglês, que todos usam como se falassem muito bem (o que os torna por vezes incompreensíveis e até ridículos), o francês também é um problema. Um problema para quem não é espanhol e ouve coisas que deixaria qualquer francês com os cabelos em pé.
De facto, os espanhóis até me têm proporcionado momentos bem engraçados. Cada vez que viajo e os ouço a dar todas as informações de segurança do avião tenho um ataque de riso. Mas pensando bem no caso, quem não tiver minima noção dos procedimentos de segurança de um avião, e não souber espanhol, quando voa para Espanha pode ter graves problemas. Duvido que qualquer pessoa que ouça as hospedeiras a falar aquele dialecto que se assemelha a inglês, mas pouco, compreenda realmente o que tenha de fazer, caso haja problemas durante o voo...
Também nas aulas passo por momentos muito divertidos! Seria de esperar que pelo menos os professores universitários usassem línguas estrangeiras com cuidado. Mas não. Ainda hoje um professor que estava a dar uma aula sobre a utilização da internet pelos meios de comunicação, deu um exemplo em que empregou a palavra "jiarru". Não fosse ele estar a apontar para o powerpoint onde a palavra estava escrita, e eu não percebia que ele se queria referir ao Yahoo, é verdade!
Para já não falar de outro professor, que estando a explicar a evolução da imprensa em França, usou palavras como "Bordelais" e "Saint-Germain" lido à letra, transformando os nomes em coisas estranhas e nada francesas. Lindo. Ainda bem que sou a única erasmus na turma e que não estava nenhum francês, ainda lhe podia dar uma coisinha má!
Até no dia-a-dia, é engraçado ver como qualquer palavra inglesa, que seja adoptada no vocabulário espanhol, perde completamente a sua pronuncia original, como wi-fi (que aqui se le mesmo "uifi"), ou donut (que se diz "dónuute"), ou até Lucky Strike ("luqui straique",vá lá!).
Viva os espanhóis e a sua fantástica aptidão para as línguas! :)
De facto, os espanhóis até me têm proporcionado momentos bem engraçados. Cada vez que viajo e os ouço a dar todas as informações de segurança do avião tenho um ataque de riso. Mas pensando bem no caso, quem não tiver minima noção dos procedimentos de segurança de um avião, e não souber espanhol, quando voa para Espanha pode ter graves problemas. Duvido que qualquer pessoa que ouça as hospedeiras a falar aquele dialecto que se assemelha a inglês, mas pouco, compreenda realmente o que tenha de fazer, caso haja problemas durante o voo...
Também nas aulas passo por momentos muito divertidos! Seria de esperar que pelo menos os professores universitários usassem línguas estrangeiras com cuidado. Mas não. Ainda hoje um professor que estava a dar uma aula sobre a utilização da internet pelos meios de comunicação, deu um exemplo em que empregou a palavra "jiarru". Não fosse ele estar a apontar para o powerpoint onde a palavra estava escrita, e eu não percebia que ele se queria referir ao Yahoo, é verdade!
Para já não falar de outro professor, que estando a explicar a evolução da imprensa em França, usou palavras como "Bordelais" e "Saint-Germain" lido à letra, transformando os nomes em coisas estranhas e nada francesas. Lindo. Ainda bem que sou a única erasmus na turma e que não estava nenhum francês, ainda lhe podia dar uma coisinha má!
Até no dia-a-dia, é engraçado ver como qualquer palavra inglesa, que seja adoptada no vocabulário espanhol, perde completamente a sua pronuncia original, como wi-fi (que aqui se le mesmo "uifi"), ou donut (que se diz "dónuute"), ou até Lucky Strike ("luqui straique",vá lá!).
Viva os espanhóis e a sua fantástica aptidão para as línguas! :)
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